GINCANA DE BLUMENAU
Trazer as origens da sua terra, estudar grande parte da sua historia, estar por dentro de todos os assuntos, e saber as principais localizações da cidade, são de grande importância para a população. Cultura e lazer, juntar os dois em uma só ocasião, fazendo a população interagir com a cidade. Querer estar com amigos e competir com humildade, sendo que o único inimigo é você mesmo, testar seus conhecimentos e aprimorá-los. Sempre há coisas novas para se aprender, e em grupo isso é mais fácil. Com isso equipes são formadas para competir o que chamamos de conhecimento.
Espírito esportivo, mas que não deixa de entrar em uma batalha como um guerreiro e lutar contra as limitações do corpo e da mente.
Juntando tudo isso e mais a diversão de estar com amigos, e conhecer novas pessoas, é o que a juventude procura. Com isso foi criado um evento onde tenha integração entre juventude, comunidade e cultura do município, uma grande idéia que a Divisão para Assuntos da Juventude da Prefeitura de Blumenau em 1993 junto com Fabrício Woff Jornalista - Produtor de eventos criaram.
Fabrício Wolff tinha dois projetos principais. Dois deles foram realizados com sucesso logo de pronto: o Festival de Rock de Outubro, mais conhecido como Skol Rock (1994, 95 e 96) e a Gincana Cidade de Blumenau (cuja primeira edição aconteceu em 1993).
Aceitando sugestões de tantos quantos quisesse colaborar com idéias, Fabrício recebeu Cláudio Peixer, um blumenauense envolvido com o escotismo e, por conseqüência, com adolescentes e jovens, que também tinha idéia de uma grande gincana para integrar a juventude. Nascia ali a "Gincana Cidade de Blumenau". Como todo evento, a Gincana nasceria pequena, mas tinha grandes possibilidades de tornar-se a maior do estado e, quem sabe, até do Sul do país. Depois de um lançamento, reunião feita na FURB com líderes jovens convidados e outros interessados, a Gincana teve a inscrição de várias equipes. Ao todo, no primeiro ano, foram 366 pessoas e 92 veículos inscritos, em seis equipes participantes. Houve bom patrocínio para mídia e premiação e as equipes vencedoras ganharam lancha, motocicleta e outros bons prêmios.
A partir daí, cresceu o interesse da juventude e da comunidade pela Gincana Cidade de Blumenau. Para o segundo ano, o mais importante para Fabrício era manter os objetivos para os quais a Gincana foi criada e o espírito da mesma. Ele sempre fez questão de ressaltar que a Gincana nasceu para integrar a juventude da cidade, promover esta mesma integração entre juventude e comunidade especialmente através das tarefas sociais e comemorar o aniversário da cidade de maneira alegre e solidária (as tarefas sociais distribuíram toneladas de alimentos e agasalhos às famílias carentes de Blumenau já no primeiro ano da Gincana). O espírito tem que ser o da amizade. Mais importante do que ganhar e competir, é conviver com todos os integrantes de todas as equipes de forma companheira, leal, realmente amiga. No ano seguinte (94), o número de participantes subiu ultrapassando a marca de 450 inscritos.
Muitas outras pessoas envolviam-se como "apoio". São integrantes não inscritos nem uniformizados que ajudam na solução das tarefas. Mesmo com todo este movimento causado pela Gincana junto à comunidade, foi um ano difícil para conquista do patrocínio. Tanto que na primeira reunião preparatória da 2ª Gincana Cidade de Blumenau, Fabrício chegou a colocar aos coordenadores que temia pela não realização do evento uma vez que não possuía uma premiação á altura para disponibilizar às equipes. Foi quando a coordenadora da equipe Ecossistema, conhecida carinhosamente por Mascote, lançou uma figura de linguagem que representava bem o sentimento de todos os coordenadores de equipes presentes à reunião. Disse ela: "Olha, nossa equipe quer que a Gincana aconteça. A gente participa nem que o prêmio seja um canarinho".
Estava confirmada a segunda edição da Gincana, que mais uma vez foi um sucesso absoluto, contando sempre com a colaboração de Cláudio Peixer e sua namorada, que além de ajudarem nos dias da Gincana em si como sub-coordenador e apoio, respectivamente, elaboravam a maioria das tarefas. Por problemas profissionais que lhe tomavam o tempo, Cláudio acabou deixando a Gincana após esta segunda edição. Uma marca constante nos quatro primeiros anos da Gincana Cidade de Blumenau foi a participação dos coordenadores das equipes que eram convocados para reuniões e tinham abertura necessária para sugerir mudanças. Por isso a Gincana só fez crescer e melhorar.
A cada ano eram batidos os recordes de participantes e de arrecadações nas tarefas beneficentes. Na 3ª edição (1995) até material de construção foi solicitado como tarefa. A resposta foram mais de dez mil tijolos, toneladas de cimento e cal distribuídos às famílias mais carentes. Mas para Fabrício Wolff, idealizador da Gincana Cidade de Blumenau, os números nunca baterão o sentimento de amizade, companheirismo, parceria e superação que o evento cravou nas pessoas que dela participam (ou participaram). Seu irmão, Nico Wolff, braço direito de Fabrício na Assessoria da Juventude, lembra que numa dessas edições da Gincana chegou a ver seu irmão encher os olhos de lágrimas ao ver dois cantores líricos entoarem a música "Amigos Para Sempre" no palco da Gincana, no cumprimento de uma das tarefas.
O espírito da Gincana Cidade de Blumenau estava ali representado, emocionando a todos que acompanharam e participaram do seu início. Como curiosidade, Fabrício conta que viu muitos casais se conhecerem na Gincana e hoje, juntos, formam uma família com filhos e tudo. "O grande barato da Gincana é que você cria novas relações que mesmo com o passar do tempo continuam fortes. Isto acontece porque fizemos desta idéia uma das coisas mais lindas de se ver e viver", finaliza, acrescentando que "a gente só plantou a semente. O lance deu certo porque o pessoal das equipes é especial. Entenderam a mensagem e fizeram da Gincana o sucesso que é até hoje. Eles é que são o sucesso do evento".
Quando falamos de Gincana Cidade de Blumenau, logo nos lembramos da PROEB repleta de pessoas com uniformes coloridos, dos veículos adornados e identificados, e da competição entre as equipes. Que estas equipes no decorrer da Gincana torna-se tribos com gritos de guerra, bandeiras, cara pintada e muita disposição para enfrentar a maratona de tarefas que são lançadas a cada trinta minutos ou uma hora.
Apesar dessa disputa acirrada, a Gincana não passa de uma brincadeira sadia, com jovens e adultos que se tornam crianças durante todo o período de realização das tarefas.
A Gincana Cidade de Blumenau é hoje a principal atividade realizada no mês de Setembro em nossa cidade, que a cada nova edição envolve direta e indiretamente em torno de cinco mil pessoas.

A Liga Blumenauense dos Gincaneiros
Constituída em 01/12/03, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos e duração por tempo indeterminado.
Tem por finalidades:
- congregar todas as equipes da Gincana Cidade de Blumenau e demais entidades previstas no Regimento Intern.
– realizar promoções de cunho social, esportivo, cultural e beneficente;
– promoção de assistência social às minorias e excluídos, desenvolvimento econômico e combate à pobreza;
– promoção gratuita da educação e da saúde, incluindo prevenção a combate da AIDS – HIV, DST e combate às drogas;
– preservação, defesa e conservação do meio-ambiente
C.O. (Comissão Organizadora)
Gilson Soares é o presidente da C.O., cuja responsabilidade é organizar toda a estrutura física, administrativa e operacional da Gincana. Também tem a responsabilidade de contratar a comissão de provas.
C.P. (Comissão de Provas)
É conhecida como Comissão de Provas ou C.P. quem organiza e prepara todas as provas da gincana. Encarrega-se de toda a criação e escolha de temas. É comandada pela Liga dos gincaneiros. Juntamente com a C.O., fiscalizar, cumprir e faz cumprir o Regulamento.
No geral Fabrício Wolff sempre foi um dos organizadores, mas André Voigt e José Endoença Martins dominaram o assunto muito bem e se firmou ate hoje.
Q.G. (Quartel General)
Conhecido como Quartel General. Lugar onde as equipes se reúnem para decifrar as provas e montar uma espécie de cabine, onde há tudo que possa ajudar na hora, todos os meios de telecomunicação e multimídia possível, como computadores, TV, DVD, roupas, livros, lupas, luz negra, mapas e etc. Geralmente a uma grande parte da equipe concentrada no Q.G. para a realização das provas. Fazem as pesquisas, e passam através de meio de comunicação, geralmente celulares e telefones as informações para que os restos dos integrantes que estão com os carros possam buscar as provas nos lugares correspondidos, e passa para próxima prova.
FIGURA QG
Provas
As provas são entregues as equipes conforme cronograma, criados pela CP, aos organizadores das equipes, em forma de sorteios.
As tarefas ou charadas que são passadas para as equipes trazem curiosidades, fatos e datas importantes, o resgate da cultura e história de nosso município. Cada ano é elaborado novas provas e uma sequência diferenciada

PROVAS DA GINCANA DE BLUMENAU
Mas nem tudo é brincadeira, o lado sério da Gincana Cidade de Blumenau fica por conta das tarefas beneficentes. São toneladas de alimentos, milhares de peças de roupas e brinquedos, que a cada ano tornam-se mais significativas para a comunidade carente do município. Equipes novas formam-se todos os anos. Mas existem as equipes tradicionais, como a nossa. Organizam-se durante todo o ano, participam de campanhas, realizam festas e reuniões e programam-se para o evento de setembro.

ENTREGA DE ALIMENTOS E BRINQUEDOS EM 2008